quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A promessa de um paraíso na Terra mudou minha vida

A promessa de um paraíso na Terra mudou minha vida

  • ANO DE NASCIMENTO: 1974
  • PAÍS DE ORIGEM: LETÔNIA
  • HISTÓRICO: ARRISCAVA A VIDA EM CORRIDAS DE MOTO
Ivars Vigulis como motociclista

MEU PASSADO:

Nasci em Riga, capital da Letônia. Eu e minha irmã fomos criados por nossa mãe. Mesmo sendo católica, ela nos levava à igreja apenas nos feriados religiosos. Sempre acreditei numa força superior, mas, por ser jovem, eu estava interessado em outras coisas.
Enquanto eu crescia, minha mãe percebeu que eu tinha talento para desmontar e montar coisas. Como minha casa tinha muitas coisas que podiam ser desmontadas, ela ficava preocupada em me deixar sozinho. Por isso, ela me deu um kit com peças de metal, que eu amava montar e desmontar. Esse interesse estava ligado a outra paixão — o motociclismo. Minha mãe me inscreveu numa competição chamada Zelta Mopēds (A Motoneta de Ouro). Comecei participando em corridas de motonetas e, mais tarde, em competições com motocicletas.
Eu aprendia rápido e logo me tornei um ótimo piloto nesse esporte veloz e perigoso. Venci três vezes o superbike da Letônia e duas vezes o Campeonato de Superbike dos Estados Bálticos.

COMO A BÍBLIA MUDOU MINHA VIDA:

No auge da minha carreira, minha namorada Evija (que mais tarde se tornou minha esposa) entrou em contato com as Testemunhas de Jeová. Ela havia encontrado algumas publicações com cupons para pedir um estudo bíblico. Ela preencheu um deles e o enviou. Logo duas Testemunhas de Jeová a visitaram e começaram a estudar a Bíblia com ela. Eu achei bom, mas na época não tinha muito interesse em coisas espirituais.
Mais tarde, as Testemunhas de Jeová me convidaram para assistir ao estudo de Evija. Aceitei o convite e gostei do que ouvi. O que mais mexeu comigo foi a promessa da Bíblia de um paraíso na Terra. Por exemplo, elas me mostraram  Salmo 37:10, 11, que diz: “Apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá; e estarás certamente atento ao seu lugar, e ele não existirá. Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” Essa promessa realmente me interessou.
Meu interesse espiritual só aumentava. Comecei a perceber quantas mentiras religiosas existem. Por outro lado, fiquei impressionado com a lógica e a clareza dos ensinos da Bíblia.
O estudo da Bíblia me ajudou a entender que Jeová valoriza a vida e que ela é preciosa para ele. (Salmo 36:9) Isso afetou meu modo de encarar as corridas — eu não queria mais colocar minha vida em risco. Em vez disso, eu queria usá-la para glorificar a Jeová. A fama, a glória e a emoção das corridas de moto não tinham mais importância para mim.
Entendi minha responsabilidade para com o Dador da vida
Em 1996, assisti a um congresso internacional das Testemunhas de Jeová em Tallinn, Estônia, próximo do lugar onde eu havia competido várias vezes. No congresso, vi pessoas de muitos países convivendo em paz e harmonia. Por exemplo, quando uma das Testemunhas de Jeová perdeu sua bolsa, eu logo pensei que ela nunca mais a encontraria. No entanto, pouco depois outra Testemunha de Jeová encontrou a bolsa e a devolveu intacta. Fiquei admirado. Agora eu entendia que elas realmente vivem de acordo com as elevadas normas da Bíblia. Eu e Evija continuamos progredindo em nossos estudos e em 1997 fomos batizados como Testemunhas de Jeová.
Ivars Vigulis ajuda a consertar carros na sede do país

COMO FUI BENEFICIADO:

Alguns motociclistas amigos meus morreram por ter um estilo de vida arriscado e sem limites. Com o estudo da Bíblia, entendi minha responsabilidade para com o Dador da vida, Jeová. E isso provavelmente salvou minha vida.
Durante quatro anos, eu e Evija tivemos o privilégio de servir por tempo integral no escritório das Testemunhas de Jeová em Riga. Agora temos a alegria de criar nossa filha, Alise, e ajudá-la a desenvolver seu amor por Jeová. Eu também tenho o privilégio de dedicar um dia por semana para consertar carros e fazer manutenções no escritório de tradução em nosso país. Sou muito feliz por usar bem as habilidades que desenvolvi quando criança. Eu ainda continuo desmontando e montando coisas.
Graças ao que aprendi na Bíblia, aprecio muito o privilégio de dar testemunho sobre o único Deus verdadeiro junto com minha família. Realmente, a promessa de um paraíso na Terra mudou minha vida!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

ENTREVISTA | ELDAR NEBOLSIN Um pianista clássico fala de sua fé

[Foto na página 10]
ENTREVISTA | ELDAR NEBOLSIN
Um pianista clássico fala de sua fé
Eldar Nebolsin, do Uzbequistão, é um pianista aclamado internacionalmente no mundo da música. Ele já foi solista em orquestras de Londres, Moscou, Nova York, Paris, São Petersburgo, Roma, Sydney, Tóquio e Viena. Eldar foi criado como ateu na União Soviética. Mas, mais tarde, ele concluiu que o ser humano é obra de um amoroso Criador.Despertai! perguntou sobre sua música e sobre sua fé.
[Foto na página 10]
Como você se tornou músico?
Meus pais são pianistas e começaram a me ensinar a tocar piano quando eu tinha 5 anos. Mais tarde, fui estudar numa conceituada escola de música em Tashkent, Uzbequistão.
Quais são os desafios de tocar com uma orquestra?
Cada orquestra é diferente. Uma orquestra é como um instrumento musical gigante que o maestro “toca”. Talvez o principal desafio para o solista seja interagir com o maestro. Deveria ser igual a uma conversa entre amigos — cada um fala na sua vez, ao invés de um sempre dominar a conversa. Geralmente, só temos um ou dois ensaios para criar esse tipo de interação.
Quantas horas por dia você treina?
Pelo menos três horas — mas não treino apenas os trechos difíceis. Também me preparo para o dia da apresentação estudando a estrutura da peça musical, mas sem tocá-la no piano. Além disso, para entender melhor a peça, ouço outras obras do compositor.
Em sua opinião, o que caracteriza um excelente pianista?
Sua habilidade em fazer o piano “cantar”. Deixe-me explicar. O piano tem algo em comum com os instrumentos de percussão. Depois que se toca uma nota, o volume do som naturalmente diminui — ao contrário dos instrumentos de sopro e da voz humana, que podem manter a intensidade da nota ou até mesmo aumentar o volume dela. O desafio do pianista é controlar a tendência da nota de se desvanecer. Para fazer isso, ele precisa saber coordenar os movimentos sutis dos dedos e punhos com os movimentos do pé no pedal direito, que prolonga a duração da nota e varia o timbre dela. Quando o pianista domina essas técnicas difíceis, ele pode fazer com que o piano soe como uma flauta, uma trompa ou até mesmo uma orquestra inteira. Ele também pode fazer com que o piano soe como o instrumento musical mais sofisticado de todos — a voz humana.
Dá para perceber que você ama muito a música.
Para mim, a música é a linguagem que melhor expressa ou desperta emoções que são difíceis, ou até mesmo impossíveis, de serem descritas em palavras.
E o que o levou a se interessar por assuntos espirituais?
Na minha casa tinha muitos livros que meu pai trouxe de Moscou. Um livro que me chamou a atenção continha relatos bíblicos sobre o início da História e sobre o povo israelita. Outro livro foi Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, publicado pelas Testemunhas de Jeová.* A maneira clara do livro apresentar os ensinos bíblicos me fascinou. Quando fui estudar música na Espanha em 1991, levei esse livro comigo e o li diversas vezes. Descobri uma fé que não é simplesmente baseada em emoções, mas em evidências lógicas e convincentes.
Um ensino que realmente me deixou intrigado foi a promessa bíblica de os humanos poderem viver para sempre na Terra. Isso fazia muito sentido! Só um detalhe: eu ainda não havia encontrado nenhuma Testemunha de Jeová. Mas decidi que, quando as encontrasse, eu pediria um estudo da Bíblia.
Como você encontrou as Testemunhas de Jeová?
Poucos dias depois daquela decisão, eu vi duas senhoras, cada uma com uma Bíblia na mão. Daí, pensei: ‘Elas parecem com o tipo de pessoas descritas no meu livro. Elas estão pregando igual aos cristãos dos tempos bíblicos.’ Não demorou muito e eu já estava estudando a Bíblia com uma Testemunha de Jeová. Hoje, minha maior alegria é ajudar outros a aprender a verdade sobre nosso Criador.
O que convenceu você, que era ateu, a acreditar num Criador?
Foi a própria música. Quase todas as pessoas apreciam música, e isso nos diferencia dos animais. A música pode expressar alegria, coragem, ternura e quase todas as outras emoções. O ritmo da música naturalmente nos contagia. Mas será que a música é essencial para nossa existência? Será que ela favorece a “sobrevivência dos mais aptos”, como a evolução ensina? Acho que não. Em minha opinião, não faz sentido concluir que o cérebro humano, com a capacidade de criar e apreciar música como a de Mozart e Beethoven, seja resultado da evolução. A conclusão mais sensata é que nosso cérebro foi feito por um Criador sábio e amoroso.
O que o levou a acreditar que a Bíblia é de Deus?
A Bíblia é uma coleção de 66 pequenos livros escritos por cerca de 40 homens durante aproximadamente 1.600 anos. Eu me perguntei: ‘Quem poderia ter orquestrado a escrita dessa harmoniosa obra-prima?’ Só poderia ter sido Deus — é a única resposta lógica. Em minha opinião, a Bíblia é como uma sinfonia com uma elegante estrutura, um magnífico arranjo e uma contagiante mensagem para toda a humanidade.
[Nota(s) de rodapé]
Atualmente, para o estudo da Bíblia, as Testemunhas de Jeová usam o livro O Que a Bíblia Realmente Ensina?. Ele pode ser encontrado no site www.jw.org.

ENTREVISTA | RACQUEL HALL Uma judia explica por que reavaliou sua fé

ENTREVISTA | RACQUEL HALL
Uma judia explica por que reavaliou sua fé
Racquel Hall é filha de uma israelense judia e um austríaco convertido ao judaísmo. Seus avós maternos eram sionistas que imigraram para Israel em 1948, ano em que se tornou um Estado independente. Despertai! perguntou a Racquel o que a levou a analisar sua fé judaica.
Fale sobre sua criação.
Nasci em 1979 nos Estados Unidos. Meus pais se divorciaram quando eu tinha 3 anos. Minha mãe me criou no judaísmo e me colocou em ieshivas, ou escolas judaicas. Quando eu tinha 7 anos, nós moramos em Israel por um ano, e eu frequentei a escola numa comunidade de trabalho coletivo chamada kibutz. Daí, eu e minha mãe fomos para o México.
Não havia nenhuma sinagoga na região, mas continuei seguindo meus costumes judaicos: acendia velas no sábado judaico, lia a Torá e orava usando o sidur, nosso livro de orações. Na escola, eu dizia a meus colegas que minha religião havia sido a primeira a existir. Eu nunca havia lido o chamado Novo Testamento, que se concentra no ministério e nos ensinamentos de Jesus Cristo. Minha mãe tinha até me alertado a não fazer isso, temendo que eu fosse contaminada por seus ensinamentos.
Por que você decidiu ler o Novo Testamento?
Quando fiz 17 anos, voltei para os Estados Unidos para terminar meus estudos. Ali, um conhecido me disse que era cristão e que minha vida seria incompleta sem Jesus.
“As pessoas que acreditam em Jesus estão perdidas”, respondi.
“Você por acaso já leu o Novo Testamento?”, perguntou ele.
“Não”, respondi.
Ele disse: “Então, você não acha que está sendo ignorante, dando sua opinião sobre algo que não conhece?”
Isso mexeu muito comigo, porque eu achava tolice falar de um assunto sem ter conhecimento. Engoli meu orgulho, levei a Bíblia dele para casa e comecei a ler o Novo Testamento.
Como ler o Novo Testamento afetou você?
Fiquei surpresa quando descobri que os escritores do Novo Testamento eram judeus. E quanto mais eu lia, mais percebia que Jesus era um judeu bondoso e humilde que queria ajudar as pessoas, não explorá-las. Cheguei a ir à biblioteca e pegar livros sobre ele. Mas nenhum me convenceu de que Jesus era o Messias. Alguns até diziam que ele era Deus — algo que não fazia o menor sentido para mim. Afinal, para quem Jesus orava? Para si mesmo? Além disso, Jesus morreu. Mas a Bíblia diz sobre Deus: “Tu não morres.”*
Como você esclareceu essas dúvidas?
A verdade não pode se contradizer, e eu estava decidida a descobrir a verdade. Então, com lágrimas nos olhos, fiz uma oração sincera a Deus — pela primeira vez sem usar meu sidur. Mal havia acabado de orar, alguém bateu à porta. Eram duas Testemunhas de Jeová. Elas me deram uma brochura para entender a Bíblia. Essa brochura e as muitas conversas que tive com as Testemunhas de Jeová me convenceram de que suas crenças são baseadas na Bíblia. Por exemplo, elas não acreditam que Jesus faz parte de uma Trindade, mas que ele é “o Filho de Deus”* e “o princípio da criação de Deus”.*
Pouco depois, voltei para o México, onde continuei estudando profecias messiânicas com as Testemunhas de Jeová. Fiquei impressionada com a quantidade dessas profecias! Mesmo assim, ainda tinha minhas dúvidas. Eu me perguntava: ‘Será que outrapessoa também não poderia ter se enquadrado nessas profecias?’ e ‘Será que Jesus não foi apenas um bom ator interpretando o papel de Messias?’
O que foi decisivo para tirar suas dúvidas?
As Testemunhas de Jeová me mostraram profecias que não podiam ser cumpridas por nenhum impostor. Por exemplo, com mais de 700 anos de antecedência, o profeta Miqueias disse que o Messias nasceria em Belém, Judeia.* Como alguém poderia escolher seu próprio lugar de nascimento? Isaías escreveu que o Messias seria morto como criminoso, mas enterrado com os ricos.* Essas predições se cumpriram em Jesus.
Para mim, a evidência conclusiva foi a genealogia de Jesus. A Bíblia dizia que o Messias seria descendente do Rei Davi.* Visto que os judeus antigos guardavam registros genealógicos, se Jesus não fosse da linhagem de Davi, seus inimigos teriam espalhado isso aos quatro ventos. Mas eles não fizeram isso porque ninguém podia negar o parentesco dele com Davi. O povo até mesmo se dirigia a ele como “o Filho de Davi”.*
Em 70 EC — 37 anos após a morte de Jesus — exércitos romanos devastaram Jerusalém, e os registros genealógicos desapareceram ou foram destruídos. Assim, para se comprovar a genealogia do Messias, ele precisava ter aparecido antes de 70 EC.
Como essa conclusão afetou você?
Em Deuteronômio 18:18, 19, Deus predisse que suscitaria em Israel um profeta como Moisés. Qualquer um “que não escutar as minhas palavras que ele falar em meu nome, deste eu mesmo exigirei uma prestação de contas”, disse Deus. Meu estudo profundo da Bíbliainteira me convenceu de que Jesus de Nazaré foi esse profeta.
[Nota(s) de rodapé]
Isaías 9:6, 7; Lucas 1:30-32Mateus capítulo 1 registra a genealogia paterna de Jesus, e Lucas capítulo 3, sua genealogia materna.

ENTREVISTA | BRETT SCHENCK “Estou convencido de que a vida foi projetada por Deus”

ENTREVISTA | BRETT SCHENCK
“Estou convencido de que a vida foi projetada por Deus”
Brett Schenck é um consultor ambiental aposentado nos Estados Unidos. Ele estudou a interdependência entre plantas, animais e o meio ambiente. Por que ele acredita num Criador? Despertai! perguntou sobre sua profissão e fé.
Como foi sua criação?
Meu pai era engenheiro mecânico. Ele se empolgava ao falar comigo sobre matemática e ciência. Quando eu era criança, ficava encantado com as plantas e animais que via nos riachos e pequenos lagos perto de casa em Ohio, EUA. Assim, fui estudar ecologia na Universidade Purdue.
Você se interessava por religião?
Sim. Meu pai me incentivava a estudar nossa religião luterana. Também estudei o grego coiné (comum), um dos idiomas originais da Bíblia. Passei a respeitar muito esse livro.
O que você achava da teoria da evolução?
Nunca tinha parado para questioná-la, já que era aceita pela minha igreja e por meus colegas. Mas eu também acreditava em Deus. As duas crenças me pareciam compatíveis. Eu respeitava a Bíblia, mas não achava que era um livro de Deus.
O que fez você mudar seu conceito sobre a Bíblia?
Eu e minha esposa, Debbie, fomos visitados por duas Testemunhas de Jeová, Steve e Sandy, que nos mostraram que a Bíblia é cientificamente exata, mesmo não sendo um livro científico. Por exemplo, ela diz sobre Deus: “Há Um que mora acima do círculo da terra.” (Isaías 40:22) Também diz: “Ele . . . suspende a terra sobre o nada.” (Jó 26:7) Fiquei impressionado, ainda mais que eu estava usando fotos de satélite para estudar ecologia. Esses versículos foram escritos bem antes de alguém tirar a primeira foto da Terra e comprovar que ela é um círculo suspenso sobre o nada. Além disso, à medida que eu e Debbie estudávamos a Bíblia com Steve e Sandy, aprendi sobre profecias que se cumpriram, conselhos que funcionam e explicações convincentes. Aos poucos, tive certeza de que a Bíblia é a Palavra de Deus.
Quando você mudou de ideia sobre a origem da vida?
Depois de um tempo, Steve me mostrou a declaração clara da Bíblia: “Jeová Deus passou a formar o homem do pó do solo.” (Gênesis 2:7) A história do primeiro homem está bem documentada. Daí me perguntei: ‘Será que a Bíblia está em harmonia com os fatos científicos?’ Steve me incentivou a pesquisar, e foi isso que fiz.
O que você aprendeu sobre a evolução?
Muitas coisas. Por exemplo, ela tenta explicar a origem das espécies. Os seres vivos são formados por órgãos eficientes, como o coração, pulmões e olhos. Também, a nível microscópico, vemos dentro das células ‘máquinas’ incrivelmente projetadas. Qual a origem desses projetos? Os evolucionistas alegam que os melhores mecanismos são automaticamente selecionados porque os seres vivos que os possuem são os que sobrevivem. Mas isso não responde à pergunta: De onde vêm os mecanismos? Descobri que muitos cientistas não acreditam que a teoria da evolução tem a resposta. Um professor de zoologia me confessou que não acreditava em nenhuma teoria evolucionista. Mas não contava isso para ninguém por medo de perder o emprego.
O seu conhecimento de ecologia aumenta sua fé?
Sim. Eu pesquisava como os seres vivos dependem um do outro, e, na Terra, todo ser vivo depende de algo. Pense nas flores e abelhas. A cor, a fragrância, o néctar e as estruturas das flores são projetados para atrair as abelhas e cobri-las de pólen. Já as abelhas são projetadas para extrair o néctar e levar o pólen de uma flor para outra planta, o que favorece a fertilização. Sem dúvida, as flores e as abelhas são projetadas para suprir as necessidades umas das outras.
Num ecossistema, a interdependência pode ser vista numa escala imensa. Um ecossistema é um ambiente com uma comunidade talvez de milhares de tipos de animais, plantas, bactérias e fungos. Todos os animais dependem das plantas como fonte de alimento e oxigênio, e a maioria das plantas floríferas depende dos animais. Embora os ecossistemas sejam extremamente complexos e os organismos neles sejam frágeis, eles podem sobreviver por milênios. Mesmo quando um ecossistema complexo é afetado por poluição, ele se recupera assim que a fonte da poluição é eliminada. Quando penso na capacidade de recuperação do inteiro sistema de vida na Terra, tenho certeza de que a vida foi projetada por Deus.
Por que você se tornou Testemunha de Jeová?
Eu me preocupava muito com o estrago que o homem causa ao meio ambiente, porque sabia que a capacidade de recuperação dos ecossistemas tem um limite. Aprendi com as Testemunhas de Jeová que, segundo a Bíblia, Deus vai “arruinar os que arruínam a terra”. (Revelação [Apocalipse] 11:18) Isso causou uma profunda impressão em mim. À medida que estudava a Bíblia, fui percebendo que a esperança bíblica é confiável.
Gosto de falar sobre minhas crenças e já estudei a Bíblia com alguns cientistas. Eu me aposentei aos 55 anos para ter mais tempo para ajudar as pessoas a aprender sobre o Criador da vida e seu propósito para nossa maravilhosa Terra.